O que é um sorriso?
Como será senti-lo?
Vejo os movimentos dos lábios nas pessoas que passam, felizes. Será unicamente isso um sorriso? Um simples movimento dos lábios?
Gostaria de saber como o conseguir, como aparece numa face carrancuda quando encontra algo que a faz feliz.
A felicidade... Felicidade que se ouve falar todos os dias, e que vejo nas caras das pessoas em todo o lado. Mas porque desaparece da minha?
Será que desaparece apenas da minha face ou ficará todo o meu corpo à espera de ser habitado por tal sentimento?
Descobri!!!
Sei que um sorriso não é apenas o mover dos lábios, pois forçosamente faço esse movimento, mas o meu corpo e a minha alma teimam em não ceder à minha vontade. Será possível encontrar algum sentimento que faça a minha alma alegrar meu corpo e me obrigue a sorrir, ao invés de ser eu a obrigar-me a mim mesmo a sorrir?
O tempo passa e eu penso no que é a felicidade. Ao tentar perceber se é um sinónimo de sorriso deparo-me com a mais cruel das verdades. A felicidade é uma sucessão de outros sentimentos e movimentos que emperraram neste meu corpo triste e pesado.
Ao ver a felicidade reflectida nos lábios, nos olhos e até mesmo no movimentar-se de uma pessoa, penso se serei um escravo da minha infelicidade e se terei a força e a vontade para fazer este meu corpo mover-se com a simplicidade e alegria de uma borboleta numa tarde primaveril.
Ao ter este pensamento tenho também o meu primeiro rasgo de felicidade, o primeiro pensamento e visionamento do que poderá ser a minha felicidade.
Estar feliz é estarmos bem com nós próprios, é estarmos onde, quando e como queremos estar. É o sentir-mo-nos livres para que possamos ir onde o nosso coração nos guia.
Mas este coração teima em deixar-me assim... sem força, sem vontade, infeliz.
Estarei eu condenado à infelicidade, como está uma alma ao purgatório?
O tempo as resposta trará, e eu, imóvel, por vontade deste meu coração, aqui estarei, à espera...
quarta-feira, 6 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Noite
O negro da noite faz
Com que o mal saia à rua.
E no amanhecer jaz,
uma história como a tua.
Uma frase brilhante,
Um momento constrangedor,
Podem ser o interessante,
De uma noite sem sabor.
Temos nós então
Que fazer render a história,
Fazer com o coração
O que queremos na memória.
Com que o mal saia à rua.
E no amanhecer jaz,
uma história como a tua.
Uma frase brilhante,
Um momento constrangedor,
Podem ser o interessante,
De uma noite sem sabor.
Temos nós então
Que fazer render a história,
Fazer com o coração
O que queremos na memória.
Aula
Espero duas horas
Para o fim desta tortura.
Mas porque é que demoras
E me atrasas a cura?
Cura da liberdade,
Fugir desta prisão.
Eu já sinto a saudade
Das férias de Verão.
Mas os pensamentos fluem,
como o desenho da criança.
Por agora espero que mudem
À velocidade de uma dança.
Para o fim desta tortura.
Mas porque é que demoras
E me atrasas a cura?
Cura da liberdade,
Fugir desta prisão.
Eu já sinto a saudade
Das férias de Verão.
Mas os pensamentos fluem,
como o desenho da criança.
Por agora espero que mudem
À velocidade de uma dança.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Quero
Quero.
Quero sentir o teu calor nesta cama fria. Quero a tua presença que me acalma.
Sentir-te perto. Perto o suficiente para beijar a tua doce e suave face.
Sentir o aroma do teu cabelo ao abraçar-te, aquando de um beijo de boa noite.
Puder agarrar a tua mão, para ter a certeza que não és um sonho e que não me vais largar.
Suspirar um amo-te e apenas ouvir um "hm" adormecido, num sono que te faz tão doce e bela.
Sentir esta necessidade de apenas tu, ganhando esta palavra, apenas, um significado tão distinto. Tão distinto quanto esta distância que nos mantém acordados, à espera, na cama vazia, fria e solitária, de um reconforto.
Reconforto esse que seja bem dentro do coração, ao saber que mesmo longe, os nossos corações batem sincronizados um com o outro.
Assim encosto a cabeça na almofada, imaginando ser o teu peito, e adormecendo por fim, reconfortado.
Quero sentir o teu calor nesta cama fria. Quero a tua presença que me acalma.
Sentir-te perto. Perto o suficiente para beijar a tua doce e suave face.
Sentir o aroma do teu cabelo ao abraçar-te, aquando de um beijo de boa noite.
Puder agarrar a tua mão, para ter a certeza que não és um sonho e que não me vais largar.
Suspirar um amo-te e apenas ouvir um "hm" adormecido, num sono que te faz tão doce e bela.
Sentir esta necessidade de apenas tu, ganhando esta palavra, apenas, um significado tão distinto. Tão distinto quanto esta distância que nos mantém acordados, à espera, na cama vazia, fria e solitária, de um reconforto.
Reconforto esse que seja bem dentro do coração, ao saber que mesmo longe, os nossos corações batem sincronizados um com o outro.
Assim encosto a cabeça na almofada, imaginando ser o teu peito, e adormecendo por fim, reconfortado.
Confiança
Confiança, uma palavra bonita, tantas vezes empregue, pensando que apenas por a invocarmos, ela crescerá em nós como uma flor nas primeiras chuvas de Outono.
A confiança não nasce como uma flor.
A confiança conquista-se, tal como se conquista uma donzela. Trabalhando, lutando, fazendo nascer nela um interesse, e ser ela a razão de nos movermos.
Existirá no mundo algo mais gracioso que a vida de um homem, cuja confiança foi conquistada e é alimentada diariamente, tal como uma criança que necessita de atenção, para que cresça forte e nos proteja quando a carne fraquejar?
Oh confiança! Eu que tanto necessito de ti para que me acompanhes neste momentos de solidão e fracasso.
Por ti lutarei para que me aches digno de ti, tu, que permites ao homem mudar o mundo, permite-me avançar sem medo de cair.
Será que à medida que o tempo avança, mais sede tenho de ti e mais dependente me acho?
Serás tão cruel, que possas atirar um homem para os confins do mundo e torná-lo um incapaz?
Será o homem um escravo da tua vontade?
Provar-te-ei oh confiança, ser digno de ti.
Provar-te-ei ser um lutador que conseguirá dar um rumo à sua vida.
Prometo, que contigo, serei sempre mais e melhor, e inundarei a vida neste mundo com tão belo e reconfortante sentimento que és tu, oh nobre e doce confiança.
A confiança não nasce como uma flor.
A confiança conquista-se, tal como se conquista uma donzela. Trabalhando, lutando, fazendo nascer nela um interesse, e ser ela a razão de nos movermos.
Existirá no mundo algo mais gracioso que a vida de um homem, cuja confiança foi conquistada e é alimentada diariamente, tal como uma criança que necessita de atenção, para que cresça forte e nos proteja quando a carne fraquejar?
Oh confiança! Eu que tanto necessito de ti para que me acompanhes neste momentos de solidão e fracasso.
Por ti lutarei para que me aches digno de ti, tu, que permites ao homem mudar o mundo, permite-me avançar sem medo de cair.
Será que à medida que o tempo avança, mais sede tenho de ti e mais dependente me acho?
Serás tão cruel, que possas atirar um homem para os confins do mundo e torná-lo um incapaz?
Será o homem um escravo da tua vontade?
Provar-te-ei oh confiança, ser digno de ti.
Provar-te-ei ser um lutador que conseguirá dar um rumo à sua vida.
Prometo, que contigo, serei sempre mais e melhor, e inundarei a vida neste mundo com tão belo e reconfortante sentimento que és tu, oh nobre e doce confiança.
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